O calor humano
Existe uma frase de Lao Tzu que diz: "Grandes realizações são possíveis quando se dá importância aos pequenos começos".
É incrível como tem gente que quer começar com muito ou simplesmente só começam algo se for em troca de alguma coisa grandiosa, o que me faz lembrar de um outro ditado (japonês ou chinês, ao me recordo): "A mais alta das torres começou a ser construída a partir do chão".
Para chegar ao topo, é preciso iniciar pela base. Alguns, nesse ponto, poderiam dizer: quanto mais alto, maior a queda. Concordo. A diferença é que dependendo da forma que você "subiu", tornar-se a levantar após uma queda e começar novamente não será uma tarefa tão difícil. O problema está quando pulamos algumas etapas para chegarmos ao topo. Afinal, para que subir de escada se inventaram o elevador, não é mesmo?!
Na verdade, nos dias de hoje (e muito provavelmente no futuro), fazer as coisas através do "passo-a-passo" e sem pressa é algo incomum. Tudo o que é criado visa facilitar e tornar mais veloz o nosso dia-a-dia. As pessoas não se rendem mais ao prazer da leitura de um livro uma vez que se tem o computador nos oferece os cada vez mais popularizados e-books (livros virtuais); aquela conversa em um grupo de amigos torna-se cada vez mais escassa uma vez que os comunicadores instantâneos via Internet oferecem uma comunicação rápida e com uma linguagem que economiza o máximo possível de letras digitadas; entre outras coisinhas tecnológicas.
A propósito, pode parecer estranho ler isso que foi escrito por um profissional da área da tecnologia (eu!), que contribui para a evolução desses brinquedinhos tecnológicos que todos adoram. Mas talvez seja justamente por isso que escrevo... São tantas horas por dia na frente de um computador que às vezes cansa.
Mas algumas coisas são fatos: por mais que inventem novas "parafernálias", o descanso que precisamos só encontramos longe de tudo isso (quão bom é dormir no sofá velho na casa da avó...); a tranqüilidade e o incentivo necessário para a imaginação soltar suas asas só encontramos nos livros (livros de verdade, em papel); as verdadeiras amizades se mostram com a presença (física, não virtual); e o mais importante: o valor existe nas pessoas, não em objetos materiais.
Por isso, mais uma vez volto dizer: dê mais atenção a você e àqueles que estão à sua volta. Não há modernidade alguma que substitua o calor humano.
Pare um instante! Pense nisso!
Escrito por Bruninho às 15h53
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No segundo semestre, o drible da vaca...
Para quem não sabe, há algum tempo atrás foi criada, em São Leopoldo (RS), um curso superior para formar escritores (???). Ou melhor, foi criado na Unisinos um curso superior de formação de escritores e agentes literários. Essa semana a edição on-line do jornal "O Globo" publicou uma matéria intitulada "Faculdade para escritor é criticada".
Conforme lia a reportagem, minha cabeça balançava em perfeito acordo com o que dizia o texto. Na verdade, desde que li a notícia (há um bom tempinho atrás), de que seria criada essa faculdade, que me pergunto: pra que isso?! Uma faculdade é capaz de formar verdadeiros escritores?!
Até onde eu saiba, escrever é um dom, um talento! O problema de se criar uma faculdade onde, ao concluí-la, obtém-se um certificado "provando" que você é um escritor, é que muitos se sentirão no nível dos verdadeiros escritores que marcaram épocas e começarão a publicar todo tipo de obra.
Por um acaso Monteiro Lobato, Machado de Assis, Fernando Pessoa, e tanto outros renomados escritores, precisaram cursar alguma faculdade para serem considerados grandes escritores? Muitos desses escritores escreviam simplesmente por sentirem prazer ao traçarem palavras, escreviam por paixão à possibilidade de soltar a imaginação e criar contos belíssimos. Não por profissão. Alguns podem até ter se profissionalizado posteriormente, mas não sendo este o propósito inicial.
Monteiro Lobato preocupava-se com a educação de nossas crianças, por isso escreveu tantos livros infantis (quem não conhece o Sítio do Pica-pau Amarelo?), poucos foram os livros escritos para adultos. Fernando Pessoa criou diversos heterônimos (várias pessoas que habitam um único poeta), pois tudo o que queria escrever, em suas diversas maneiras, não era suficiente para uma pessoa só.
Enfim, bons e ótimos escritores estão espalhados pelo mundo sem terem cursado uma única faculdade se quer.
Assim, me pergunto: por que criar uma faculdade de escritores, se podemos criar uma faculdade de leitores? É disso que precisamos! Leitura, educação! Não é necessário formar escritores (estes já estão formados ou formando-se pelo mundo através do dia-a-dia, basta encontrá-los), e sim leitores!
A propósito, podiam criar também uma faculdade para jogares de futebol, já que o importante é o diploma e não o dom, não é mesmo? No primeiro semestre aprenderiam a fazer embaixadas e fazer cruzamentos. No segundo semestre, a jogar a bola entre as pernas do adversário e dar o drible da vaca... Ah, claro! E no último semestre da faculdade, aprenderiam como dar entrevistas daquela maneira que só jogador de futebol sabe.
Escrito por Bruninho às 09h47
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Dá uma chance vai...
Certa vez, li em um livro o seguinte conto (não exatamente com as palavras abaixo):
"Havia uma cidadezinha nos Estados Uninos onde a tradição era jogar dominó. Assim, os grandes homens dessa cidade eram reconhecidos por sua habilidade em jogar dominó. Nesta, existia um homem conhecido por ser o grande campão neste jogo. Anos passados, e o grande campeão já estava bem mais velho e se tornara avô. E foi justamente com um neto que resolveu jogar uma partida de dominó. O neto ainda era jovem, não conhecia as grandezas da vida. Distribuiu as peças e começou o jogo. Com o decorrer da partida, percebeu que o neto tentava olhar disfarçadamente por trás das peças que ele tinha para descobri-las. Começou a ficar irritado com essa atitude até o momento em que não agüentou mais, bateu na mesa e saiu irritado. O neto olhava espantado para a atitude do avô. Porém, após dar alguns longos passos nervosos, o avô parou, virou-se novamente para o neto, sentou, redistribuiu as peças e começou novamente o jogo. Daí adiante, o jovem nunca mais tentou olhar as pedras.
Sabe por que o velho campeão fez isso? Pois aprendeu que vencedor não é aquele que vence o jogo, mas sim aquele que conquista o respeito de seu adversário.".
Agora lhe pergunto: quantas vezes você dá uma chance aos seus adversários? Quantas vezes você dá uma chance àquele que ainda tem muito a aprender com a vida? Ou você simplesmente bate na mesa, vira as costas e termina o jogo por aí?!
A vida é um livro aberto, escrito todos os dias onde cada um de nós contribui para completar cada parágrafo dessa obra. Sabe o que isso significa? Significa que por mais que tentemos conhecer todos os mistérios da vida, por mais que tentemos ser os melhores, por mais que julguemos sermos os melhores, somos simplesmente criaturas que temos muito que aprender. Se cada pessoa escreve um parágrafo e, a princípio, cada um conhece aqueles que escreveu, já imaginou o tanto de coisas que temos para "ler"?
E são com pequenos atos (como a chance que o avô deu ao neto) que podemos resumir muitos parágrafos em um só -- sem perder a riqueza dos parágrafos resumidos -- e tornar o aprendizado algo prazeroso e com gostinho de "quero mais". Depois de aprendido, a pessoa também escreve no livro da vida para que outros também possam aprender.
Portanto, antes de julgar, antes de abandonar o jogo, antes de julgar-se melhor que o próximo para se achar superior o suficiente a ponto de não precisar aprender nada, dê uma chance.
Pense nisso!
Escrito por Bruninho às 12h38
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Força Brasil!
Começa o jogo! Bola rolando! É o Brasil e suas estrelas em busca de mais um título de Copa do Mundo! É a Seleção Brasileira que pede passagem para mostrar seu futebol arte!
Hoje, 09 de Junho de 2006, outra vez o mundo pára para assistir a mais um espetáculo de torcidas, seleções e gols. O mesmo espetáculo de quatro (oito, doze, dezesseis...) anos atrás mas que parece que toda vez tem algo diferente e de novo, mesmo continuando com o propósito de sempre.
Alguns até dizem: "Pra que assitir à Copa? O Brasil vai ganhar mesmo...", ou ainda, "Todo ano de Copa é a mesma coisa... 1 mês com toda aquela empolgação e de repente, acaba. Aí voltamos a esperar 4 anos passarem novamente...".
Mas espere aí! Não é bem assim não! Nós, brasileiros, podemos até dizer que estamos acostumados a ver nossos jogadores brilhando e esbanjando talendo, mas para outros, ver o Brasil jogar é como uma conquista pessoal. Como assim?! Eu explico.
Que outra seleção parou uma guerra só para todos verem eles jogarem?! Que outra seleção, somente por fazer um passeio em cima de um tanque de guerra em um país que vive a miséria, conseguiu abrir um sorriso no rosto de crianças e adultos desesperançados? Qual a seleção que faz muitas e muitas pessoas vestirem a nossa camisa e deixarem de lado a camisa da seleção de seu país origem somente por paixão ao nosso futebol?
Talvez alguns ainda insistam: "Mas isso só acontece porque o Brasil tem um ou outro jogador de excelência, celebridades que o mundo quer ver de perto...".
Que seja! Enquanto essas celebridades estiverem abrindo um sorriso no rosto de crianças, enquanto essas estrelas estiverem dando alegria àqueles que os vêem, enquanto esses brasileiros estiverem fazendo com que outros países vistam nossa camisa e torçam por nós, não há do que reclamar!
Cabe a nós, brasileiros, dar força a essa seleção! Cabe a nós, brasileiros, nos orgulharmos da nossa seleção, já que não podemos sentir o mesmo sobre a segurança, educação e política do nosso país!
Vamos lá Brasil! Vamos dar alegria a esse mundo! Força Brasil!
Escrito por Bruninho às 09h09
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Qual seu sonho?
Qual seu sonho? Isso mesmo: qual seu sonho?
Essa foi a pergunta que me fiz (na verdade foi "qual meu sonho?") assim que ganhei -- de minha namorada -- o livro Nunca Desista de Seus Sonhos (Ed. Sextante). A princípio, imaginei que esta fosse uma pergunta fácil de responder e que todos neste mundo tem um sonho. Engano meu.
Comecei a lembrar de algumas coisas que talvez pudessem ser consideradas como meus sonhos. Enganei-me novamente. Logo no começo do livro foi esclarecida a diferença entre sonhos e desejos. Uma coisa é bem diferente da outra.
Todos têm o desejo de ser feliz, de ter uma(um) ótima(o) companheira(o), de ter sucesso profissional, enfim. Mas é justamente aí que surge o problema. Desejos nos fazem parar nos obstáculos ou desistir e escolher outros caminhos.
Muitos desistem de seguir na carreira que desejam por não terem conseguido sucesso logo no começo. Muitos acreditam que nunca mais terão um bom relacionamento com alguém após um namoro fracassado. Desejos não nos dão forças para vencer os obstáculos. Sonhos sim.
Chegando a essa conclusão, fiquei com essa incógnita na cabeça por um bom tempo. Qual seria meu sonho? O que me faria lutar mesmo tropeçando -- às vezes até caindo -- pelo caminho?
Descobri! Como é que eu não havia lembrado desse meu sonho de tempos!
Descobri que este meu sonho estava praticamente enterrado. Não porque eu havia desistido dele, mas porque havia deixado-o de lado. Sabe qual é esse sonho? Bom, isso você descobre com o tempo. Mas saiba que você está colaborando com a realização dele.
Mas tenha em mente que ter um sonho na vida, é ter combustível para lutar por aquilo que acreditamos valer a pena. É seguir um caminho cheio de obstáculos por causa de um ideal. Sonhar é existir. O que seria uma pessoa sem sonhos? Uma pessoa sem caminhos.
Lembro-me que uma vez li em um livro esta frase: "A melhor maneira de realizar seus sonhos é ajudando as outras pessoas a realizarem os dela".
Qual seu sonho?!
Pare um instante! Pense nisso!
Escrito por Bruninho às 08h37
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Pare um instante!
Trabalho, escola, inglês, espanhol, academia, estudos, supermercado, compromissos. Amigos, familiares, colegas de trabalho, filhos. Preocupações, obrigações. Rotina.
Algo lhe parece familiar?
Ah! Claro! Faltaram alguns itens nessa pequena lista de afazeres. Coisas importantes, talvez. Mas não mais importante que um outro item que deveria fazer parte dessa lista mas que muitos deixam de lado.
A propósito, me responda uma coisa: quantas vezes ao dia você pára por um instante?
Ops! Você não tem tempo para isso? Eu entendo. Ultimamente as vinte e quatro horas do dia parecem estar programadas para serem da mesma forma sempre. Se sobrar um tempinho aí sim você pára um pouquinho, certo? Ou não?
Quando sobra um pouco de tempo você aproveita para fazer outras coisas?! É compreensível, uma vez que com tantas coisas para serem feitas, fica difícil conseguir um tempinho para aquele item que faltou na listinha.
Sendo assim, deixo aqui um convite: todos os dias (ou quem sabe, várias vezes ao dia), pare por um instante e passe por este blog.
Hummmm... Não gosta de ler? Pois deveria gostar. Mas nunca é tarde! Aceite o meu convite e não se arrependerá!
E caso já conheça os prazeres da leitura, lhe asseguro que aqui encontrará bons momentos junto às palavras.
Aqui encontrará tópicos sobre os mais diversos assuntos, afinal, não podemos nos concentrar em algo específico uma vez que meio mundo gira em torno de nós. Não podemos simplesmente citar bons livros e elogiar grandes autores enquanto próximo de nós existem pessoas que não sabem ler, mas podemos incentivar o aprendizado. Não podemos simplesmente citar os altos salários daqueles que competem a Copa do Mundo da Alemanha enquanto outros brincam com uma bola de plástico em um campo sem grama, mas podemos apoiar o sonho daquele que um dia quer ser grande e ter seu destaque. Pequenos atos podem se tornar grandes conquistas.
Então friso novamente meu convite para que passe todos os dias por aqui! Assim como peço para que sempre deixe seu comentário!
A propósito, o item que faltou na lista, ao qual deveríamos dar mais atenção, cuidado e descanso, é VOCÊ!
Pare um instante!
Escrito por Bruninho às 09h54
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